Morning Chronicle - ONU expressa apoio a Mbappé após declarações 'desprezíveis' de senadora paraguaia

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ONU expressa apoio a Mbappé após declarações 'desprezíveis' de senadora paraguaia
ONU expressa apoio a Mbappé após declarações 'desprezíveis' de senadora paraguaia / foto: CHARLY TRIBALLEAU - AFP

ONU expressa apoio a Mbappé após declarações 'desprezíveis' de senadora paraguaia

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos expressou, nesta terça-feira (7), seu apoio ao capitão da seleção francesa, Kylian Mbappé, denunciando as declarações "racistas" e "desprezíveis" de uma senadora paraguaia que o atacou depois das oitavas de final da Copa do Mundo.

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"As declarações racistas e desumanizantes dirigidas contra o jogador francês Kylian Mbappé pela senadora paraguaia Celeste Amarilla são desprezíveis e, infelizmente, não são um caso isolado", lamentou Thameen Al Kheetan, porta-voz do Gabinete do Alto Comissariado, em comunicado.

Al Kheetan afirmou que esses incidentes racistas "refletem um fenômeno mais amplo que afeta o futebol e, de forma mais geral, o esporte".

A senadora Celeste Amarilla criticou Mbappé nas redes sociais após a vitória da França sobre o Paraguai por 1 a 0, no último sábado, com um gol do capitão dos 'Bleus'.

"O bruto nem sequer aprendeu a escrever, em vez de leite materno, mamava em cocos e as coisas mais cultas que ouviu na vida foram chimpanzés. Você devia ter mostrado o dedo do meio para ele, Orlando Gill, eu faço isso no Senado e não acontece nada!!!", escreveu ela em uma mensagem.

"Camaronês colonizado, fingindo ser francês, ressentido, novo rico, prepotente e feio. Ele ficou nervoso e morrendo de medo durante a partida toda, assim como todo o seu time, não conseguiram marcar um gol sequer e venceram por sorte... A única coisa que muitos de nós lamentamos da 'Albirroja' é não terem dado um tapa de mão aberta na cara dele depois que o jogo acabou", acrescentou Amarilla em outra publicação.

Mbappé respondeu na segunda-feira chamando a senadora de "desprezível" e afirmando que ela é "indigna de seu cargo".

Além disso, o governo do Paraguai repudiou as declarações e afirmou que elas são contrárias aos "valores e princípios" do país.

O.Sallow--MC-UK