Morning Chronicle - Trump dá prazo de 48 horas para acordo sobre Estreito; buscas por piloto continuam

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Trump dá prazo de 48 horas para acordo sobre Estreito; buscas por piloto continuam

Trump dá prazo de 48 horas para acordo sobre Estreito; buscas por piloto continuam

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado que o Irã tem 48 horas para fechar um acordo que permita desbloquear o Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial. Os dois países também tentam encontrar um piloto americano desaparecido.

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Trump deu o ultimato após um ataque perto de uma instalação nuclear iraniana. Teerã anunciou novas represálias, e o Exército de Israel informou ter detectado um novo lançamento de mísseis a partir do Iêmen.

O presidente americano disse hoje que o Irã tem 48 horas para fechar um acordo sobre a reabertura do Estreito, ou enfrentará "um inferno". "Lembrem de quando dei ao Irã dez dias para FECHAR UM ACORDO OU ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ", publicou Trump em sua plataforma, Truth Social, referindo-se a um ultimato dado em 26 de março.

"O tempo está acabando: 48 horas antes de que todo o inferno desate sobre eles", disse o presidente, acrescentando: "Glória a DEUS!".

O general Ali Abdollahi Aliabadi descreveu o ultimato de Trump como "uma ação impotente, nervosa, desequilibrada e estúpida". "As portas do inferno se abrirão para eles", acrescentou.

“Muitos dos líderes militares do Irã, que os conduziram de forma ineficaz e insensata, foram eliminados, assim como muito mais, com esse ataque em massa a Teerã", publicou Trump mais tarde, em mensagem acompanhada de um vídeo que mostra explosões noturnas sobre uma cidade, sem informar quando a ação militar aconteceu.

- Buscas por piloto -

As buscas de Estados Unidos e Irã para encontrar um piloto americano após a queda de um caça no sudoeste do Irã continuavam.

Teerã informou ontem que derrubou um avião de guerra F-15. A imprensa americana reportou que forças especiais dos Estados Unidos haviam resgatado um dos tripulantes e que o outro estava desaparecido.

A agência de notícias local Mehr citou hoje Fatah Mohamadi, vice-governador da província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, segundo o qual as buscas pelo piloto envolviam "forças populares, membros de tribos e forças militares".

O Exército do Irã também afirmou que derrubou um avião americano A-10 no Golfo.

- Advertência do chanceler iraniano -

Horas antes, um bombardeio perto da usina nuclear de Bushehr matou um guarda e obrigou Moscou a retirar 198 trabalhadores russos. Tanto a chancelaria russa quanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condenaram energicamente o ataque.

O chefe da AIEA lembrou que as usinas nucleares e suas áreas próximas "nunca devem ser atacadas" e expressou sua "profunda preocupação" com o bombardeio, o quarto incidente do tipo em poucas semanas, segundo ele. Mesmo assim, afirmou que não foram detectados níveis radioativos na região.

A Rússia, que ajudou a construir a usina e colabora com seu funcionamento, condenou um ataque "nefasto" e pediu para cessar "imediatamente" os ataques "contra as instalações nucleares iranianas".

O ministro iraniano das Relações Exteriores alertou que os ataques contínuos contra as instalações do Golfo e do sul do Irã poderiam provocar uma chuva radioativa com capacidade para "acabar com a vida nas capitais do Conselho de Cooperação do Golfo, não em Teerã".

- Bombardeios contra infraestrutura -

Os ataques americanos e israelenses deste sábado também atingiram uma cimenteira e um terminal comercial na fronteira entre o Irã e o Iraque, onde foi reportada a morte de uma pessoa.

O Irã prosseguiu com seus ataques no Golfo. No Bahrein, a queda de destroços de drones interceptados deixou quatro feridos e em Dubai, dois prédios sofreram danos, entre eles o da empresa americana Oracle.

Em outra frente, o Líbano, onde o exército israelense combate o movimento pró-iraniano Hezbollah, duas meninas morreram e 40 pessoas ficaram feridas em bombardeios israelenses neste sábado no sul do país, segundo o Ministério da Saúde.

O exército israelense, por sua vez, reportou a morte "em combate" de um soldado de 21 anos no sul do Líbano, elevando a 11 o número de militares israelenses mortos desde 2 de março na região.

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M.Bancroft--MC-UK